sábado, 12 de abril de 2014

Hoje faz um ano



Hoje faz um ano que ele se foi.
Dia 12 de Abril de 2013 vimos nossas vidas mudarem completamente quando o meu avô faleceu num trágico acidente de  carro. Ficamos sem chão, sem entender. Em nenhum momento questionei a Deus sobre todo aquele sofrimento.
Hoje faz um ano que ele não entra em nossa casa.
Hoje faz um ano que não escutamos a sua voz.
Hoje faz um ano que  tive que escolher uma  coroa de flores.
Hoje faz um ano que tive que  ser  forte e procurar o terreno que seria sua última morada.
Hoje faz um ano que não sentamos mais à mesa para as refeições.
Hoje faz um ano que a cadeira está vazia.
Hoje faz um ano que não comemos as suas comidas favoritas.
Hoje faz um ano que se eu bem soubesse não teria pedido a bênção, mas teria dado um abraço bem apertado!
Hoje  faz um ano  que eu teria escolhido dizer: vovô eu te amo, o senhor é o melhor! Mas disse apenas um “boa noite”. Eu estava me arrumando pra aula e apenas nos cumprimentamos.
Hoje faz um ano que em nossos corações existe uma dor imensurável e  o pior de tudo é saber  que por mais que eu chore, fale ele não  vai ver  ou ouvir...
A única coisa que me conforta é saber que fomos nós que presenciamos seus últimos e melhores dias. Quando criança fui apresentada  para um avô que não sorria, não gostava de brincadeiras e que  não  podíamos tocar  em nada porque “era do meu avô”, essa expressão era dita a cada minuto.
Depois que foi morar só acabou se revelando uma pessoa feliz e que fazia questão que usássemos tudo o que  era dele, que falássemos com ele  na  rua, gastava tempo preparando carnes,  a famosa  “umbuzada” porque queria  nos agradar. Fomos nós também, a única  parte da  família  a  usar a churrasqueira que ele  havia feito com tanto carinho  para receber os filhos e amigos  e apenas  nós fomos privilegiados.

Ainda espero a dor virar “saudade boa” e as minhas lágrimas de dor se transformarem em sorrisos lembrando cada  momento feliz dele.
   


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