Hoje faz um ano
que ele se foi.
Dia 12 de Abril
de 2013 vimos nossas vidas mudarem completamente quando o meu avô faleceu num
trágico acidente de carro. Ficamos sem
chão, sem entender. Em nenhum momento questionei a Deus sobre todo
aquele sofrimento.
Hoje faz um ano
que ele não entra em nossa casa.
Hoje faz um ano
que não escutamos a sua voz.
Hoje faz um ano
que tive que escolher uma coroa de flores.
Hoje faz um ano
que tive que ser forte e procurar o terreno que seria sua
última morada.
Hoje faz um ano
que não sentamos mais à mesa para as refeições.
Hoje faz um ano
que a cadeira está vazia.
Hoje faz um ano
que não comemos as suas comidas favoritas.
Hoje faz um ano
que se eu bem soubesse não teria pedido a bênção, mas teria dado um abraço bem
apertado!
Hoje faz um ano
que eu teria escolhido dizer: vovô eu te amo, o senhor é o melhor! Mas
disse apenas um “boa noite”. Eu estava me arrumando pra aula e apenas nos
cumprimentamos.
Hoje faz um ano
que em nossos corações existe uma dor imensurável e o pior de tudo é saber que por mais que eu chore, fale ele não vai ver
ou ouvir...
A única coisa
que me conforta é saber que fomos nós que presenciamos seus últimos e melhores
dias. Quando criança fui apresentada
para um avô que não sorria, não gostava de brincadeiras e que não
podíamos tocar em nada porque “era
do meu avô”, essa expressão era dita a cada minuto.
Depois que foi
morar só acabou se revelando uma pessoa feliz e que fazia questão que usássemos
tudo o que era dele, que falássemos com
ele na
rua, gastava tempo preparando carnes,
a famosa “umbuzada” porque
queria nos agradar. Fomos nós também, a
única parte da família
a usar a churrasqueira que ele havia feito com tanto carinho para receber os filhos e amigos e apenas
nós fomos privilegiados.
Ainda espero a
dor virar “saudade boa” e as minhas lágrimas de dor se transformarem em
sorrisos lembrando cada momento feliz
dele.
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