Oi, oi, começando com a frase clichê: “Nossa faz tempo que não posto nada aqui”, aproveito pra desejar um feliz 2012 a todos e só. Nada de resoluções patéticas. Patéticas porque as pessoas agem como se num passe de mágica à meia-noite todos os seus hábitos fossem mudar e tudo ficaria perfeito.
Não acredito nessas resoluções, na verdade elas me lembram certos produtos para emagrecimento (sim, já fui gordinha e hoje sou falsa magra, conheço muita coisa do ramo) basta uma semana de tratamento e você perderá 10kg. Aí está o problema, perde peso e depois encontra, por isso não emagrece. Portanto, desejo um ano de paz e coragem para realizar sonhos e projetos.
Bem, voltando a nossa postagem, se tem uma coisa que gosto de fazer é escrever. Escrever pra blog é muito legal, e desenvolvi essa paixão pela escrita ao longo da minha adolescência. Como todo adolescente eu também fui esquisitinha e problemática, então escrevia em diários e não é que peguei gosto mesmo? Inclusive pensei em estudar jornalismo um tempo aí.
Mas escrever em blog nem sempre é tão simples, algumas pessoas postam tudo o que vem na mente, outras utilizam como espaço para demonstrar toda a sua capacidade intelectual e eu como boa parte dos blogueiros, faço de tudo um pouco, além de narrar acontecimentos da “família” gosto de comentar e analisar coisas que considero interessantes.
Hoje nosso tema é “Músicas Infantis”.
Como todos sabem, tenho um irmãozinho de apenas 2 anos e cinco meses que já é um cantor rs e gostaria de saber sinceramente o que passou e passa na cabeça desses compositores quando pensam nas músicas para crianças, porque francamente tem cada coisa.
Vamos começar com uma clássica: “Nana neném”.
Nana neném
que a cuca vem pegar
papai foi pra roça
mamãe foi trabalhar
Desce gatinho
De cima do telhado
Pra ver se a criança
Dorme um sono sossegado.
Gente que jeito mais tosco de colocar o guri pra dormir, já avisa que tem que dormir porque a “cuca” vai vir pegar. Desse jeito a criança não dorme, ela desmaia de medo né. Outra coisa, com quem a criança ficou? O pai foi pra roça e a mãe trabalhar? Será que a cuca é a babá? Cadê o Conselho Tutelar?
Logo em seguida descobrimos quem está por conta da criança. Não é a cuca, é o gato. Mas desde quando bicho pode cuidar de criança?!?! Percebem?!
Aí vocês podem dizer: Ah! Isso é bobagem, nada a ver. Vamos seguindo nossa análise.
Atirei o pau no gato tô tô
Mas o gato tô tô
Não morreu reu reu
Dona Chica cá
Admirou-se se
Do berro, do berro que o gato deu
Miau !!!!!!
Você pode até pensar: “Ah! Eu cantei essa música a minha vida inteira e nem por isso me tornei uma má pessoa”.
Eu também cantei querido leitor e o resultado é que prefiro cães a gatos e outro dia acabei atirando o pau no gato que tava enchendo o saco do meu cachorro aqui em casa, mas fiquem tranqüilos, ele também não morreu.
Boi, boi, boi
Boi da cara preta
Pega esta criança que tem medo de careta
Não, não, não
Não o coitadinho
Ele está chorando, porque ele é bonitinho!
Voltando para as canções de ninar, outra aberração, boi da cara preta.
Essa é mais uma tentativa legítima de desmaiar criancinhas, “pega essa menina que tem medo de careta” é o ó.
E não para por aí, ainda tem a segunda parte que é menos popular que a primeira, pelo que entendi quando a criança chora é porque é bonitinha...Hã?!?! A Gi (Gisele Bündchen) deve ter chorado muitooooo quando criança. Será que foi por isso que a Suzana Vieira ficou com olheiras tão pesadas?! Vai saber né.
E a nossa penúltima música (calma, já estamos encerrando o post), a clássica “coelhinho da páscoa”.
Coelhinho da Páscoa
Que trazes pra mim?
Um ovo, dois ovos, três ovos assim (2x)
Coelhinho da Páscoa
Que cor eles têm?
Azul, amarelo, vermelho também (2x)
O coelhinho, personagem tão inocente, puro, branquinho, de olhos vermelhos... Peraí. E esses olhos vermelhos??? Até onde sei, olhos vermelhos significa outra coisa, a prova é que o coelhinho ficou tão doidão que os ovos agora são psicodélicos, só consigo imaginar esse coelhinho em uma rave. :O
E agora sim, para encerrar, a música tema desse post, “O cravo brigou com a rosa”, outra canção politicamente incorreta.
O cravo brigou com a rosa,
Debaixo de uma sacada,
O cravo saiu ferido,
E a rosa despedaçada.
O cravo ficou doente,
A rosa foi visitar,
O cravo teve um desmaio,
E a rosa pôr-se a chorar.
Vamos analisar calmamente.
O cravo se desentendeu com a rosa e não foi uma discussão qualquer, eles saíram na mão mesmo a prova é que um saiu ferido e a outra despedaçada e eu pergunto: Cadê a Maria da Penha?!
O cravo ficou doente, na verdade ele já saiu doente da briga porque me desculpem, mas a verdade é que homem não suporta dor e tudo acham que vão morrer. Então a rosa pelo que me parece é daquelas que gostam de uma surra pela manhã, outra meio-dia e uma pra fechar a noite, tudo bem, vamos amenizar. A rosa como tem um bom coração foi ver o cravo, ele fazendo cena desmaiou e pronto, a rosa se desesperou e pah! começou a chorar. A música não diz se eles foram felizes para sempre, mas acho que juntaram as escovas de dente outra vez.
Pois é, como vocês puderam ver, as tradicionais musiquinhas infantis não têm nada, mas naaaaaada mesmo de inocentes, mas ainda assim com todos esses defeitos, prefiro a minha infância com atirei o pau no gato do que a dessas pobres crianças que crescem ao som de Pablo do Arrocha, A Bronka, Psírico do Povão e por aí vai.

