sexta-feira, 1 de junho de 2012

O que vi nas Olimpíadas 2012...




Nova Soure – BA, 27 de Maio de 2012, um domingo diferente, afinal uma nova semana estava começando e com ela muitas surpresas, surpresas essas que irei relatar.
Estádio lotado, estudantes, professores, familiares, curiosos de vários lugares. Muitas delegações, seleções formadas e atletas com muita sede de vitória. Uma delegação tem o meu carinho, mesmo a contragosto da maioria, admiro o empenho dos atletas do Mendes Rios, parabéns pelas conquistas.
Em uma semana de Olimpíadas Escolares pude ver muitas coisas. Risos, lágrimas, palavras doces e carinhosas e palavras mais amargas que fel, mas irei apenas me ater aos personagens principais desta semana, os alunos do Colégio D. Pedro I, meus alunos, mesmo aqueles a quem não tive o prazer de ministrar aulas ainda.
Vi as “minhas meninas” do baleado ganharem com muita classe o primeiro jogo(muito orgulhosa mesmo de vocês!!!), mas também pude ver o desespero ao serem eliminadas no jogo seguinte, foi difícil não poder fazer nada para afastar aquela tristeza.
Vi minhas queridas do handebol amargar derrota, assim como os meus queridos.
As equipes de vôlei não tiveram muito tempo em seus confrontos, também amargaram eliminações.
Nossos alunos do atletismo brilharam: ouro, prata e bronze, querem melhor?!
E nossos maratonistas? Uma verdadeira prova de força e resistência, eles chegaram lá.
Agora a nossa grande paixão, futebol. Vibrei com as vitórias do nosso time feminino, mas fiquei triste ao vê-las perder... Faz parte do jogo.
Vi heróis da resistência, que garra esses meninos do futebol de campo. Durante o dia, à noite, eles estiveram ali dando o seu melhor e nos minutos finais, debaixo de sol escaldante conquistaram seu ouro. Que orgulho!
Agora farei um relato de uma equipe que me conquistou à primeira vista. Vibrei, torci, gritei e como gritei rs e me emocionei. A equipe de Futsal. Uma campanha perfeita, saldo de gols incríveis, um técnico simples, porém muito sábio e, jovens talentosíssimos.
Mas, foi no dia 31 que o inesperado aconteceu. De um lado os adversários e seus torcedores, do outro nossos meninos e uma torcida enlouquecida que foi sendo dominada pela tensão.
Vez por outra ouvia-se gritos: “Lééééééó, marca Neymar” e silêncio. Vi esse jogo ir aos sofridos pênaltis que nos levaram a derrota. Que tristeza.
Vi alunos inconformados com olhos marejados, lágrimas, desespero, alguns demonstraram sentir culpa pelas falhas. Nesse momento senti-me impotente, o que dizer em uma situação como essa? Faltaram-me palavras e confesso que ainda dói pensar nessa derrota.
Hoje dia 1º de Junho posso dizer o que vi nas Olimpíadas Escolares de 2012.
Uma linda torcida, e, diga-se de passagem, a melhor de todas. Parabéns galerinha, vocês deram um verdadeiro show.
Vi superação e posso dar a ela o nome de “Bia”. Vi garra, força, emoção, guerreiros, heróis, meus heróis brilharem mesmo nos momentos em que ficaram para trás.
Tenho muito orgulho de cada atleta que passou por aquela arena esportiva. Parabéns queridos!
Não importa quantos ouros, derrotas, para mim, Professora Vanessa Reis, VOCÊS SÃO OS MELHORES!


Com carinho,

Vanessa Reis
Teacher  English.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Meu livro

  
Outro dia resolvi ler o livro da minha vida. Encontrei algumas páginas escritas, muitas em branco, mas o que me chamou a atenção mesmo foi ver o grande número de histórias que apenas começaram e que eu não coloquei um ponto final, histórias que apenas dei um inicio e que ficaram perdidas no tempo.
Ver tudo aquilo me fez refletir sobre a minha vida hoje. Talvez seja por isso que meu presente esteja sempre em conflito com o meu passado, as histórias e personagens se encontrando e pra mim cada vez mais difícil imaginar um futuro.
Preciso terminar de escrever as páginas do meu livro.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

16


Hoje dia 29 de Fevereiro de 2012, completam 16 anos sem ouvir um “oi”, na verdade muito mais tempo que isso. Marido e esposa até podem se separar, mas “pai e mãe” não deveriam nunca.
Tantos anos depois e ainda não consigo entender por que tudo foi tão triste, sem solução. A separação não foi tão dolorosa no inicio, já não tínhamos o que podemos chamar de um relacionamento familiar, não me lembro de momentos felizes, família doriana.
Tínhamos defeitos, e por sinal por vários anos os defeitos vetaram qualquer possibilidade de pensar em meu pai como uma pessoa boa e que foi vítima de uma doença que ele não soube administrar.
Resolvi escrever não porque acredito que ele vai ver essa mensagem, infelizmente isso nunca vai acontecer, mas porque quero registrar que estou aprendendo a entender e aceitar o que aconteceu. Sinto a falta do meu pai, queria saber como seria se ele estivesse aqui ainda.
Infelizmente fica a interrogação.
Mas a despeito de tudo que vi e ouvi hoje mais do nunca sei que não posso julga-lo pelo que aconteceu e também não permito julgamentos sobre meu pai.
Essa é uma oportunidade única de registrar, pois 29 de Fevereiro só daqui há quatro anos.
De todo o meu coração, eu amo meu pai e sinto muita, muita saudade dele aqui comigo.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Derretendo


Essa noite tive um sonho, talvez um dos mais estranhos da minha vida.
Tudo aconteceu aqui mesmo em Nova Soure, eu estava no   trabalho quando uma conhecida chegava com um vasinho de vidro com uns caroços, flocos, não sei bem explicar, dizendo que tinham feito um teste e que a cidade seria destruída. Em seguida minha mãe entrou no prédio com outro vasinho dizendo que *Dudu havia feito uns testes e que a cidade não suportaria mais um dia sequer, iriamos derreter.
Fui até a janela e observei que as pessoas se aglomeravam na praça e que algumas soltavam vários balões que ao alcaçarem certa altura caiam em forma de bolinhas, elas derreteram por conta do ácido na atmosfera. O céu estava todo escuro formando uma circunferência, uma pequena porção ao centro estava um pouco azul.
Da minha janela também observei algo como uma invasão de água, observei que não tinhamos praia, mas a água vinha com força total, trazendo um navio e pessoas mortas afogadas. Naquele momento percebi  que realmente iriamos morrer.
Estavam minha mãe e minhas duas irmãs, eu perguntei sobre meu irmãozinho Davi e minha mãe respondeu calmamente que ele estava em casa dormindo, mas que nós iriamos morrer.
Quando tudo estava sendo destruído acordei, mas a lembrança desse sonho me perturbou o dia inteiro.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O último dia de vida



Naquela manhã, sentiu vontade de dormir mais um pouco. Estava cansado porque na noite anterior fora deitar muito tarde. Também não havia dormido bem. 
Teve um sono agitado. Mas logo abandonou a idéia de ficar um pouco mais na cama e se levantou, pensando na montanha de coisas que precisava fazer na empresa.
Lavou o rosto e fez a barba correndo, automaticamente. Não prestou atenção no rosto cansado nem nas olheiras escuras, resultado das noites mal dormidas. Nem sequer percebeu um aglomerado de pelos teimosos que escaparam da lâmina de barbear. "A vida é uma seqüência de dias vazios que precisamos preencher", pensou enquanto jogava a roupa por cima do corpo. 
Engoliu o café da manhã e saiu resmungando baixinho um "bom dia", sem convicção. Desprezou os lábios da esposa, que se ofereciam para um beijo de despedida. 
Não notou que os olhos dela ainda guardavam a doçura de mulher apaixonada, mesmo depois de tantos anos de casamento. Não entendia por que ela se queixava tanto da ausência dele e vivia reivindicando mais tempo para ficarem juntos.
Ele estava conseguindo manter o elevado padrão de vida da família, não estava? Isso não bastava? Claro que não teve tempo para esquentar o carro nem sorrir quando o cachorro, alegre, abanou o rabo. Deu a partida e acelerou. 
Ligou o rádio, que tocava uma canção antiga do Roberto Carlos, "detalhes tão pequenos de nós dois... "Pensou que não tinha mais tempo para curtir detalhes tão pequenos da vida.
Pegou o telefone celular e ligou para sua filha. Sorriu quando soube que o netinho havia dado os primeiros passos. 
Ficou sério quando a filha lembrou-o de que há tempos ele não aparecia para ver o neto e o convidou para almoçar. Ele relutou bastante: sabia que iria gostar muito de estar com o neto, mas não podia, naquele dia, dar-se ao luxo de sair da empresa. Agradeceu o convite, mas respondeu que seria impossível. Quem sabe no próximo final de semana? Ela insistiu, disse que sentia muita saudade e que gostaria de poder estar com ele na hora do almoço. Mas ele foi irredutível: realmente, era impossível.
Chegou à empresa e mal cumprimentou as pessoas. A agenda estava totalmente lotada, e era muito importante começar logo a atender seus compromissos, pois tinha plena convicção de que pessoas de valor não desperdiçam seu tempo com conversa fiada. 
No que seria sua hora do almoço, pediu para a secretária trazer um sanduíche e um refrigerante diet. O colesterol estava alto, precisava fazer um check-up, mas isso ficaria para o mês seguinte. Começou a comer enquanto lia alguns papéis que usaria na reunião da tarde.
Nem observou que tipo de lanche estava mastigando. Enquanto engolia relacionava os telefonemas que deveria dar, sentiu um pouco de tontura, a vista embaçou. Lembrou-se do médico advertindo-o, alguns dias antes, quando tivera os mesmos sintomas, de que estava na hora de fazer um check-up. Mas ele logo concluiu que era um mal-estar passageiro.
Terminado o "almoço", escovou os dentes e voltou à sua mesa. "A vida continua", pensou. Mais papéis para ler, mais decisões a tomar, mais compromissos a cumprir. Nem tudo saía como ele queria. Começou a gritar com o gerente, exigindo que este cumprisse o prometido. Afinal, ele estava sendo pressionado pela diretoria. Tinha de mostrar resultados. Será que o gerente não conseguia entender isso?
Saiu para a reunião já meio atrasado. Não esperou o elevador. Desceu as escadas pulando de dois em dois degraus. 
Parecia que a garagem estava a quilômetros de distância, encravada no miolo da terra, e não no subsolo do prédio.
Entrou no carro, deu partida e, quando ia engatar a primeira marcha, sentiu de novo o mal-estar. Agora havia uma dor forte no peito. O ar começou a faltar... a dor foi aumentando... o carro desapareceu... os outros carros também... Os pilares, as paredes, a porta, a claridade da rua, as luzes do teto, tudo foi sumindo diante de seus olhos, ao mesmo tempo em que surgiam cenas de um filme que ele conhecia bem. Era como se o videocassete estivesse rodando em câmera lenta. Quadro a quadro, ele via esposa, o netinho, a filha e, uma após outra, todas as pessoas que mais 
gostava.
Por que mesmo não tinha ido almoçar com a filha e o neto? O que a esposa tinha dito à porta de casa quando ele estava saindo, hoje de manhã? Por que não foi pescar com os amigos no último feriado? A dor no peito persistia, mas agora outra dor começava a perturbá-lo: a do arrependimento. Ele não conseguia distinguir qual era a mais forte, a da coronária entupida ou a de sua alma rasgando.
Escutou o barulho de alguma coisa quebrando dentro de seu coração, e de seus olhos escorreram lágrimas silenciosas. 
Queria viver, queria ter mais uma chance, queria voltar para casa e beijar a esposa, abraçar a filha, brincar com o neto... 
queria... queria... mas não deu tempo.
Como está sua vida ? Qual o tempo que tem dedicado às coisas pequenas , mas importantes , da vida ? E Deus , em que lugar você ocoloca ? Será que ...?
Lembre-se , são poucas as pessoas que tem uma segunda e "nova oportunidade" de vida para mudar e ... Pense nisso . 



domingo, 8 de janeiro de 2012

O cravo brigou com a rosa...Hã?!?!




Oi, oi, começando com a frase clichê: “Nossa faz tempo que não posto nada aqui”, aproveito pra desejar um feliz 2012 a todos e só. Nada de resoluções patéticas. Patéticas porque as pessoas agem como se num passe de mágica à meia-noite todos os seus hábitos fossem mudar e tudo ficaria perfeito.
Não acredito nessas resoluções, na verdade elas me lembram certos produtos para emagrecimento (sim, já fui gordinha e hoje sou falsa magra, conheço muita coisa do ramo) basta uma semana de tratamento e você perderá 10kg. Aí está o problema, perde peso e depois encontra, por isso não emagrece. Portanto, desejo um ano de paz e coragem para realizar sonhos e projetos.
Bem, voltando a nossa postagem, se tem uma coisa que gosto de fazer é escrever. Escrever pra blog é muito legal, e desenvolvi essa paixão pela escrita ao longo da minha adolescência. Como todo adolescente eu também fui esquisitinha e problemática, então escrevia em diários e não é que peguei gosto mesmo? Inclusive pensei em estudar jornalismo um tempo aí.
Mas escrever em blog nem sempre é tão simples, algumas pessoas postam tudo o que vem na mente, outras utilizam como espaço para demonstrar toda a sua capacidade intelectual e eu como boa parte dos blogueiros, faço de tudo um pouco, além de narrar acontecimentos da “família” gosto de comentar e analisar coisas que considero interessantes.
Hoje nosso tema é “Músicas Infantis”.
Como todos sabem, tenho um irmãozinho de apenas 2 anos e cinco meses que já é um cantor rs e gostaria de saber sinceramente o que passou e passa na cabeça desses compositores quando pensam nas músicas para crianças, porque francamente tem cada coisa.
Vamos começar com uma clássica: “Nana neném”.
Nana neném
que a cuca vem pegar
papai foi pra roça
mamãe foi trabalhar
Desce gatinho
De cima do telhado
Pra ver se a criança
Dorme um sono sossegado.
Gente que jeito mais tosco de colocar o guri pra dormir, já avisa que tem que dormir porque a “cuca” vai vir pegar. Desse jeito a criança não dorme, ela desmaia de medo né. Outra coisa, com quem a criança ficou? O pai foi pra roça e a mãe trabalhar? Será que a cuca é a babá? Cadê o Conselho Tutelar?
Logo em seguida descobrimos quem está por conta da criança. Não é a cuca, é o gato. Mas desde quando bicho pode cuidar de criança?!?! Percebem?!
Aí vocês podem dizer: Ah! Isso é bobagem, nada a ver. Vamos seguindo nossa análise.
Atirei o pau no gato tô tô
Mas o gato tô tô
Não morreu reu reu
Dona Chica cá
Admirou-se se
Do berro, do berro que o gato deu
Miau !!!!!!
Você pode até pensar: “Ah! Eu cantei essa música a minha vida inteira e nem por isso me tornei uma má pessoa”.
Eu também cantei querido leitor e o resultado é que prefiro cães a gatos e outro dia acabei atirando o pau no gato que tava enchendo o saco do meu cachorro aqui em casa, mas fiquem tranqüilos, ele também não morreu.

Boi, boi, boi
Boi da cara preta
Pega esta criança que tem medo de careta
Não, não, não
Não o coitadinho
Ele está chorando, porque ele é bonitinho!

Voltando para as canções de ninar, outra aberração, boi da cara preta.
Essa é mais uma tentativa legítima de desmaiar criancinhas, “pega essa menina que tem medo de careta” é o ó.
E não para por aí, ainda tem a segunda parte que é menos popular que a primeira, pelo que entendi quando a criança chora é porque é bonitinha...Hã?!?! A Gi (Gisele Bündchen) deve ter chorado muitooooo quando criança. Será que foi por isso que a Suzana Vieira ficou com olheiras tão pesadas?! Vai saber né.
E a nossa penúltima música (calma, já estamos encerrando o post), a clássica “coelhinho da páscoa”.
Coelhinho da Páscoa
Que trazes pra mim?
Um ovo, dois ovos, três ovos assim (2x)
Coelhinho da Páscoa
Que cor eles têm?
Azul, amarelo, vermelho também (2x)

O coelhinho, personagem tão inocente, puro, branquinho, de olhos vermelhos... Peraí. E esses olhos vermelhos??? Até onde sei, olhos vermelhos significa outra coisa, a prova é que o coelhinho ficou tão doidão que os ovos agora são psicodélicos, só consigo imaginar esse coelhinho em uma rave. :O
E agora sim, para encerrar, a música tema desse post, “O cravo brigou com a rosa”, outra canção politicamente incorreta.
O cravo brigou com a rosa,
Debaixo de uma sacada,
O cravo saiu ferido,
E a rosa despedaçada.
O cravo ficou doente,
A rosa foi visitar,
O cravo teve um desmaio,
E a rosa pôr-se a chorar.

Vamos analisar calmamente.
O cravo se desentendeu com a rosa e não foi uma discussão qualquer, eles saíram na mão mesmo a prova é que um saiu ferido e a outra despedaçada e eu pergunto: Cadê a Maria da Penha?!
O cravo ficou doente, na verdade ele já saiu doente da briga porque me desculpem, mas a verdade é que homem não suporta dor e tudo acham que vão morrer. Então a rosa pelo que me parece é daquelas que gostam de uma surra pela manhã, outra meio-dia e uma pra fechar a noite, tudo bem, vamos amenizar. A rosa como tem um bom coração foi ver o cravo, ele fazendo cena desmaiou e pronto, a rosa se desesperou e pah! começou a chorar. A música não diz se eles foram felizes para sempre, mas acho que juntaram as escovas de dente outra vez.
Pois é, como vocês puderam ver, as tradicionais musiquinhas infantis não têm nada, mas naaaaaada mesmo de inocentes, mas ainda assim com todos esses defeitos, prefiro a minha infância com atirei o pau no gato do que a dessas pobres crianças que crescem ao som de Pablo do Arrocha, A Bronka, Psírico do Povão e por aí vai.